30 de novembro de 2009

So... come and dance with me!


Jamal Malik era orfão de pai e mãe, morava em uma favela de Mumbai.
A vida pra ele nunca foi fácil. A única pessoa que ele tinha no mundo era um irmão muito malvado, o Salim Malik. Com ele não se podia contar, pois era do tipo que trocaria a mãe por uma mariola. Como não tinha mãe mesmo, Salim acabou trocando Latika, paixão de infância de Jamal, por um emprego na máfia. Até que, por obra divina, Jamal consegue participar de um programa de TV chamado "Quem quer ser um Milionário". A intenção aqui não era virar playboy: Jamal queria mesmo que Latika assistisse o programa, mas acabou ficando milionário e dançando na estação de trem.

CORTE.

Nanda B. é carioca de nascença e paulistana de alma. A vida dela nunca foi difícil, tem os pais vivos e uma graninha guardada. Mas por obra do destino, viu sua vida mudar radicalmente em uma semana. Uma nuvem negra pairava sobre sua cabeça. Resolve tomar um banho de sal grosso e, ao invés de dirigir até a Vila Olímpia, segue para Santo Amaro e se inscreve em um vestibular.

Ok, mas onde esses dois draminhas se encontram?

A) Jamal era semi-analfabeto. Nanda não pegava num livro de química há 13 anos;
B) As duas provas são múltipla-escolha;
C) O objetivo dos dois é encontrar uma paixão;
D) Quando o destino resolve agir, não tem muito jeito de fugir dele.

A pergunta que fica: será que Nanda B. vai passar no vestibular e dançar na cozinha?
Ninguém sabe... mas vocês bem que podiam torcer por ela.

Enquanto esse filme não tem um desfecho, segue uma receita que exige muita paciência e técnica para esperar o final feliz:

Macarons (Receita do chef Fabrice Lenud, da Pâtisserie Douce France)

Massa:
160 gramas de farinha de amêndoas (aproximadamente 230g de amêndoas sem pele trituradas)
280 gramas de açúcar de confeiteiro
30 gramas de açúcar comum
130 gramas de clara de ovos

Para a massa:
Peneirar a farinha de amêndoas junto com o açúcar de confeiteiro várias vezes. Bater as claras com o açúcar comum até virar um suspiro. Aí é que você mistura o corante pra eles ficarem bonitinhos e ganharem "identidade": verde (pistache) / Rosa (framboesa)... O sabor "café" se faz com café coado mesmo. Misturar com muita paciência às amêndoas com o açúcar peneirados. Deitar a mistura numa forma forrada com papel-manteiga (use um saco de confeitar).
Levar ao forno pré-aquecido (220ºC) durante uns 10 minutos. Deixe esfriar e retire os macarons da assadeira. Recheie com uma opção de creme tipo ganache ou geléia.

Música para harmonizar: Jai Ho - A.R. Rahman

28 de novembro de 2009

"Você é meu pão com manteiga"


E foi assim que eu fiquei toda derretida.
Julie & Julia é uma graça de filme. Uma graça! E já que você veio até um blog de culinária, sugiro que vá vê-lo rapidamente.
O filme conta a história de como uma menina (Julie) frustrada na profissão e que nunca havia levado um projeto até o fim, resolve escrever um blog refazendo as receitas de uma culinarista (Julia) que fez sucesso na sua infância. As cenas se dividem entre o 2002 de Julie Powell e os anos 1950 e 60 de Julia Child, que como a bloggeira, tentava ter seu livro publicado. E assim segue a fita, mostrando as semelhanças entre as duas mulheres - e os dois maridos. Um outro detalhe legal para quem gosta de cozinha é o jogo de closes nas receitas.
É desses filmes que faz você sair do cinema disposto a mudar de vida. Uma feliz coincidência com pequenas diferenças, se é que eu tenho direito a qualquer semelhança. O retorno ao blog foi apenas uma. As dificuldades que Julie encontrava com determinadas receitas, os bloqueios com "ingredientes vivos", as crises de choro quando alguma coisa não saia certo, o uso excessivo da manteiga e tantas outras que eu poderia enumerar...
Mas a mais significativa ficou no título deste post - fala das duas personagens centrais.
Traduzindo: o que é a cozinha se não uma doação para outro? Ora, eu cozinho para satisfazer as pessoas. Para alimentar o outro. Para ouvir "O que tem para o jantar?" e "nossa, que delícia!". Nisso, eu me satisfaço também.
Será que é assim com todo mundo? Prefiro acreditar que sim. De verdade.
Empolgada com essa sugestão, resolvi postar uma receita da Ofélia, a minha Julia!!! Que ela sirva de inspiração para vocês promoverem as tais sensações gastronômicas por aí afora...

MAIONESE DE LAGOSTAS (Cardápios para festas da Ofélia - sim, eu tenho esse livro!!!!!)
2 lagostas (500g cada uma)
2 copos de vinho branco seco
2 folhas de louro
2 kg de batatas cozidas
3 cenouras cozidas (eu tiraria esse item, mas...)
2 cebolas raladas
suco de 2 limões
2 talos de salsão picados
100 g de azeitonas verdes picadas (esse eu também tiraria)
1 maçã ácida picada
Sal e Pimenta-do-reino
Salsa picada (affe....)
2 xícaras de maionese
folhas de alface

Lave bem as lagostas e amarre cada uma com um barbante culinário (What The F...?), dobrando a calda sobre a barriga. Leve ao fogo para cozinhar em bastante água com sal, pimenta-do-reino, louro e o vinho branco. Quando estiverem cozidas (cor avermelhada), retire-as do fogo e deixe esfriar. Solte os barbantes e coloque as lagostas de barriga pra cima sobre uma tábua. Com uma tesoura de cozinha, corte a casca de cada uma sem estragar a carcaça. Retire a carne e elimine a tripa escura que se estende por todo o comprimento. Corte a carne das lagostas em cubos e coloque em uma tigela grande. Corte as batatas e a cenoura em cubos e junte-as à lagosta. Deixe as cebolas de molho no suco de limão por 10 minutos, escorra em uma peneira e adicione-as aos demais ingredientes na tigela. Acrescente o salsão, as azeitonas e a maçã. Tempere com sal, pimenta e bastante salsa picada. Por último, junte a maionese e misture bem. Guarneça uma travessa grande com folhas de alface lavadas e escorridas, e arranje por cima das carcaças das lagostas recheadas com a maionese.

Música para harmonizar: Heartbeats - Jose Gonzales

27 de novembro de 2009

Momento "confie em mim"


Continuando a sessão do que rola de bom no mundo, vou listar a programação de cinema que já conferi. Estou meio mal de novidade e se vocês quiserem contribuir, é só "meter a colher". Antes, uma observação importante: como só estreia hoje, ainda não Julie e Julia. Na semana que vem vai ter um post só pra ele, com certeza.
Atenção: contem Spoilers!

5) 2012: falta pouco tempo pro fim do mundo! Putz.... me ferrei! Tanta coisa que eu ainda preciso fazer, perdi 2 horas no cinema...

4) À procura de Eric: se eu falasse apenas em drama familiar, culpa, certamente não seria uma boa dica. Mas o filme é muito mais que isso. Tem humor, tem amizade. E como as coisas poderiam ser fáceis se as pessoas não complicassem tanto.

3) Channel: eu adoro biografias. Na verdade, este filme é 'mais ou menos', mas serviu pra ver que a mulher passou uns bons anos com um único vestido numa mala e virou o que virou.

2) Bastardos Inglórios: Imperdível! Brad Pitt tá excelente, mas quem carrega o filme é o Christoph Waltz. Não queria entregar o final, mas o Hittler morrendo dentro do cinema é de chorar de rir. Ponto pro Tarantino.

1) 500 Days of Summer: "O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você, Jenny Beckman. Vaca".
Assim começa o FILME DO ANO. Diretor estreante, trilha sonora impecável, produção independente.... que mais? Chorei e tive alguns acessos de risos do início ao fim. Um problema de todos os "fãns dos Smiths". A cena em que a tela se divide entre a "Realidade" e "Expectativa" de Tom exala sensibilidade e resume absolutamente tudo. Atenção especial também para as cenas do "dia seguinte" e do término na lanchonete.

Neste mood
, a receita de hoje vai para acalmar os corações de quem ainda espera o que não virá. Para vocês, finalmente, há esperança no outono....


Pão de linguiça (porquê não há nada mais confortante que um pãozinho):
2 tabletes de fermento biológico fresco
Azeite de oliva
2 ovos
2 xícaras de leite morno
6 xícaras de farinha de trigo, mais ou menos.
500 g de linguiça calabresa defumada (cortar em lâminas)
1 cebola grande picada
Sal e pimenta do reino moídos na hora.

Toda receita de pão começa assim: dissolver o fermento no leite.
Fazer um "vulcãozinho" com a farinha (um monte com um buraco no meio). Não coloque toda a farinha, reserve uma xícara, pois vc vai ter que dar o ponto da massa. Coloque a "lava" no vulcãozinho, ou seja, a mistura de fermento. Adicione umas 4 colheres (sopa) do azeite, os ovos batidos e umas 4 pitadas do sal. Misturar tudo e sovar a massa um tempão (nessa hora você limpa o seu coração). Deixar descansar até dobrar de tamanho.
Refogar (muito rápido) a linguíça no azeite e cebola, temperando com o sal e a pimenta do reino. Deixar em temperatura ambiente para rechear.
Abra a massa e espalhe o recheio. Eu costumo enrolar feito rocabole, pincelar uma gema, deixar crescer mais uns 20 minutos e levar ao forno até atingir uma cor dourada. O bom é que vc pode moldar seu pão da forma que você quiser...

Música para harmonizar (também na trilha de 500 days): Please Please Please Let Me Get What I Want - The Smiths

23 de novembro de 2009

Por Favor, desenha-me um carneiro?


Gente fina e elegante! Quanto tempo....
Impressionante como o tempo passa. O último post foi em Janeiro de 2008, mas senti uma necessidade absurda de resgatar o blog. Muita coisa aconteceu em 1 ano e 11 meses.... O motivo do meu descaso com os meus 5 prováveis leitores é simples: há muito não entrava em uma cozinha. Fui jogada no ambiente hostil corporativo, faltava-me tempo para essa atividade tão prazerosa. Não que agora esteja sobrando horas, mas a verdade é que precisava escrever - e cozinhar.
Enfim... já que o blogger não me apagou, cá estou! Lá, e de volta de novo.

2009 também começou bombando. Até agora: duas agências de propaganda; dois peixes - Bilbo e Betsy - fizeram "X no Olho"; Barbara (A.K.A Cujo), minha Lhasa GATsu, cortou os cabelos pro verão e prometeu emagrecer 1kg até o natal. Só esse fato renderia um post inteiro, já que eu estou tendo um trabalho de corna pra cortar o sachet "file ao molho" da Pedigree e fazê-la comer só ração. Bom... pelo menos ela aprendeu a dar a pata e não atacar mais as crianças do prédio, fruto de aulas particulares com o "Hittler do Limão".

Mas a inspiração deste post - e dos outros na sequência - veio de um final de semana agitado.
Começou na OCA, buraco de péssima acústica no parque do Ibirapuera - Exposição dO Pequeno Príncipe. Para quem leu o livro, vale a pena a visita. Quem não leu fica perdido. A não ser pelas estrelas no chão, não tem a menor indicação. várias pessoas com cara de não--entendendo-nada tentando disfarçar. A que tava na minha frente (sim, era loira) até confessou baixinho pra amiga que não tinha lido. Tadinha, tava com uma vergonha... O fato é que, como toda exposição, essa termina em um lujinha, e a loira tentou comprar o livro. Tentou, porque disse a vendedora que a editora não havia liberado exemplares pra venda alí. MEGA estranho isso... MEGA. Mas ok, a loira conseguiu comprar uma pulseirinha com os dizeres " és eternamente responsável por aquilo que cativas" (haha.... que maldade).
Enfim... recomendo que vejam a exposição, mas que principalmente leiam esse livro, pois o mundo está precisando de pequenos príncipes que já tenham batido um papinho com uma certa raposa (Qualquer semelhança não é mera coincidência!)

Como o livro é de gente pequena, resolví postar uma receita de gente pequena pra gente grande.
É um clássico revisitado, e eu tomei a liberdade de atribuir nomes de acordo com a referida história. Hope you enjoy, meus queridos 5 leitores!

Brigadeiros Goumet do Pequeno Príncipe:

AVIADOR:
- 1 lata de leite condensado
- 2 colheres de sopa de cacau em pó
- 1 colher de chá de Amareto
- Pedaços de Amêndoas seleccionadas, sem as cascas

Misture o leite condensado, o cacau e o licor, leve ao fogo até soltar da panela. No final adicione as amêndoas.

ROSA:
- 1 lata de leite condensado
- 1 caixinha de gelatina de morango
- 1 colher de chá de água de rosas

Misture tudo.... até soltar da panela.

SERPENTE:
- 1 lata de leite condensado
- 100 g de pistaches descascados e moídos
- 1 colher de chá de Limoncello (ou cachaça mesmo)

RAPOSA:
- 1 lata de leite condensado
- 2 colheres de sopa de cacau em pó
- 100 g de nozes moídas
- 1 colher de chá de whisky

PEQUENO PRÍNCIPE:
- 1 lata de leite condensado
- 2 colheres de sopa de cacau em pó
- manteiga para untar as mãos

Caramelo
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 1 colher (sopa) de vinagre

Faça o brigadeiro normalmente. Depois que esfriar, enrole as bolinhas, levando ao freezer para ficarem firmes. Banhar na calda de caramelo com o auxílio de um garfo para bombom (ajuda muito).

Música para harmonizar: White Winter Hymnal - Fleet Foxes

14 de janeiro de 2008

La Pasta Asciutta


2008 começou bombando. Entre tantas tarefas, preciso arranjar um novo apê para meu avô morar. Isso porque ele anda vendo muito Discovery Channel e está convicto que a Tsunami vai levá-lo embora. Enfim, preciso achar um apartamento em sampa, bem longe do mar (e do Tietê). Também não pode ser em um lugar baixo, porque tem enchente. Acho que vou colocar o vovô no Alto da Moóca mesmo.
Isso só me traz uma conclusão: vovô tem medo de água. E como ele mesmo diz, só se toma banho aos sábados.
Mas o interessante nesse post é a habilidade culinária do meu avô Túlio.
Lembro-me bem de ficar vendo o vovô esticar massa de pastel em um cilindro de madeira com a maior paciência. Depois, cortava os quadradinhos com um carretel e recheava com as misturas que minha avó fazia. O mesmo valia para o talharim caseiro: misturava, esticava nos cilindros, cortava com carretel e pendurava pra secar. Haja saco! Mas o resultado era sensacional....
Hoje em dia não se deve mais achar o tal cilindro pra comprar. No lugar, entraram as máquinas caseiras de corte. Mesmo sem a máquina, sugiro que, uma vez ou outra, vocês experimentem fazer a massa fresca em casa. É MUITO fácil e faz com que você se sinta um chef de primeira. Vai com uma sugestão de molho igualmente fácil e gostoso.
Divirtam-se!

MASSA CASEIRA:

Para cada 100g de farinha de trigo (sem fermento), coloque um ovo inteiro. Misture até soltar das mãos e obter uma pasta bem homogênea. Esticar bem com o rolo. Polvilhar farinha na superfície e enrolar feito um rocambole. com uma faca grande e afiada, cortar fatias de meio centímetro. Soltar e deixar secar por, mais ou menos, 3 horas antes de cozinhar.

MOLHO DE LINGUIÇA:

300gr. de linguiça toscana cortada em rodelas grossas.
7 tomates maduros
azeite de oliva
1 dente de alho picado
1 cebola picada
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo:
Refogue a linguiça no azeite por, mais ou menos 3 minutos. Reserve. Mergulhe os tomates em água fervente por cerca de 15 segundos e, em seguida, em água fria. Tire a pele e as sementes e corte-os em cubos. Refogue, com o mesmo azeite, o alho, a cebola e, ao final, acrescente a linguiça. Junte os tomates e deixe cozinhar o suficiente para que evapore um pouco a água e acentue o sabor. Acerte o sal e a pimenta-do-reino.

Música para harmonizar: Jurame - versão do Luiz Miguel
Ps.: vovô teve origem em Torino, mas tira a maior onda de conquistador cantando esse bolero em portunhol.

20 de dezembro de 2007

Across the Universe


Eu queria ter escrito essa música, mas o John Lennon escreveu antes. Daí, só me restou escrevê-la nas costelas mesmo.
No vídeo, vai a versão do Rufus Wainwright. A interpretação da Dakota Fanning é de chorar (muito). Deixo pra vocês como o meu cartão de natal. Um beijo enorme, e até ano que vem!


4 de dezembro de 2007

Auto-entrevista


No esquema "menina da bolha", Nanda B. concede ao Liquidificarlouca sua primeira auto-entrevista:

Liquidificarlouca: nanda, conta pra gente... você faz mesmo esses pratos todos, ou enrola os seus 5 leitores?
Nanda B.: faço sim. Antes de postar, eu testo. Só não testei o souflè da Callas até hoje... tô desconfiando que não fica bom não, sabe...
L.: e esse negocio de ficar botando musiquinha nas receitas saiu de onde? Aliais, você não acha que seu blog contribui para o aquecimento global porque demora muito pra carregar?
NB.: sei lá, cara... nada a ver, aê... eu acho que tá bacana assim... já plantei uma horta pra reduzir a dívida com o planeta.
L.: ok, eu também acho bacana essa coisa da musiquinha, só perguntei por perguntar...
NB.: Tá vendo? Por isso que eu tava demorando pra te dar essa entrevista...
L.: sei... talvez fosse melhor a gente entrar naquela sequência default, tipo ping-pong...
NB.: melhor mesmo...
L.: Vamos lá. Uma música?
NB.: puts! Só uma?
L.: ok... duas!
NB.: The Lifting, do REM e Across the Universe, dos Beatles.
L.: um lugar no mundo:
NB.: Manchester.
L.: sex symbol?
NB.: Moby
L.: hahahahahahahahaha.... ok. Se você fosse um um tempero da sua horta, você seria...?
NB.: o estragão.
L.: nossa, você tem um humor excelente...
NB.: obrigada, querida! Dá pra seguir a entrevista?
L.: claro... o que você mais gosta de comer?
NB.: pão quentinho com manteiga.
L.: e o quê mais gosta de cozinhar?
NB.: difícil essa... coloca "Patisserie".
L.: acredita em alma-gêmea?
NB.: acredito...
L.: Alfândega ou 25 de Março?
NB.: Benedito Calixto e Lavradio.
L.: Tarantino ou Wes Anderson?
NB.: aiii... Wes Anderson... não! Tarantino...
L.: Kubrick ou Gondry?
NB.: porra!!! Não vai ter aquela pergunta da ilha deserta não?
L.: tá bom: Ruth ou Raquel?
NB.: qual era a má?
L.: sei lá, enfim... o que você gostaria de ter inventado, e algum engraçadinho inventou primeiro?
NB.: a fita dupla-face.
L.: pra terminar, onde você vai passar o Reveillon?
NB.: no cruzeiro do Fábio Jr.
L.: Bacana! Então... deixa uma receita pra gente?
NB.: claro, já estava na hora dessa entrevista acabar mesmo...

Rocambole:

3 ovos
1 e 1/2 xícara de açúcar
1 e 1/2 xícara de farinha
1/3 xícara de leite morno
1 colher de chá de fermento em pó

bater, nessa ordem e sem parar, as claras em neve, as gemas, o açúcar, o leite e a farinha. Misturar o fermento - de leve, com um fouet. Forma untada e enfarinhada. Forno médio, até a massa dourar. Como cresce bastante, sugiro cortar ao meio com uma linha. Rechear os rocamboles e enrolar com um pano úmido.

Música para harmonizar:
True Faith - New Order.

obs.: fora a parte do cruzeiro do Fábio Jr, é tudo verdade.

29 de novembro de 2007

Yeah!

Dica da (The Best) Chris-Penelope. Tá certo que eu tô mais pra Beatles... enfim. Enjoy!!!


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19 de novembro de 2007

Hello, I*m a Mac!


Gente fina, voltei!

Tava superenrolada e o teclado do computador me deixou na mão, o que me levou a ir comprar cigarros e sumir por 2 meses. Well...I hope you understand.

A enrolação continua, mas o problema do teclado eu resolvi nas coxas - coloquei um de PC no Mac. Funciona, só que... no lugar da tecla command (maçã) tem aquele logo feio da Microsoft, e ainda não achei alguns caracteres importantes, como o dois pontos e a interrogação. Na falta do apostrofe, enfiei o asterisco no título. A portinha do CD também não abre (nem com soco).
Ok, já dá pra fazer busca no google. Sem aspas.

A notícia boa é que, nesse meio-tempo, fiz uma aquisição sensacional - a Larrousse Gastronomique. Desde então, eu grudei na bancada da cozinha e testei um montão de receitas novas. Entre um desastre e um acerto, engordei algumas cobaias. Outras passaram tão mal que terão de realizar uma cirurgia delicada no intestino - Sorry, guys! Shit happens... literally.
Enfim, resolvi lançar um convite aqui no liqui (dois pontos) eu faço a degustação e vocês procuram os caracteres todos. Quem descobrir como abre a portinha do CD ganha uma sobremesa caprichada!!! Se você é maior de 18 anos, tem paciência e os 10 dedos na mão, inscreva-se!

A receita do post era Sopa de letrinha, mas eu acabei de mudar de idéia por motivos óbvios. No lugar, deixo esse Amuse Bouche pra abrir o apetite.

Welsh Rarebit
250g de queijo de Cheshire ou Parmesão
200 ml de cerveja
1 colher de sopa de mostarda inglesa (levemente escura)
4 fatias de pão
25g de manteiga
pimenta-do-reino moída na hora

preaqueça o forno a 260 graus C. Corte o queijo em fatias finas e coloque-as em uma panela. Adicione a cerveja e a mostarda, tempere com pimenta e leve ao fogo, mexendo com a colher de pau até ficar flúido e homogêneo. Toste as fatias de pão na frigideira com um pouco de manteiga. Unte um refratário, coloque o queijo derretido sobre cada pãozinho e leve ao forno por 4 a 5 minutos. Sirva bem quente.


Essa é uma receita típica do país de Gales. Welsh é o nome do povo galês e rare bit, ou bom bocado, é um trocadilho com coelho (rabbit)

Música para harmonizar - She Bangs the Drums (The Stone Roses)

27 de setembro de 2007

"That childhood! Oh, please, give it back to me..."


Demorei, mas voltei. E confesso que voltei meio revolucionaria, querendo mudar as regras que eu propria criei. A inspiração veio lá de 1985, de um album chamado "Misplaced Childhood", e de uma relação meio "praguenta" que eu tenho com ele, já que devo ter comprado o CD umas 5 vezes. Se empresto, não volta. Se levo no carro, o sol entorta. O cúmulo foi quando um deles foi pulverizado (juro!) quando coloquei num CD-Rom bixado. Vai ver que é por isso que esse virou o CD mais comercial do Marillion: ele deve vir com um tipo de uruca escocesa pra galera ficar comprando. E vou continuar insistindo. Eu sou daquelas pessoas que sentam exclusivamente pra ouvir música. Pode ser qualquer estilo musical mas, pra mim, o Rock Progressivo promove os maiores orgasmos auditivos que uma pessoa pode ter.
Nesse post, ao invez de harmonizar a receita com a música, resolvi harmonizar a música com uma receita. Tudo por conta do tal orgasmo auditivo que ela me proporcionou por esses dias.
Ela é o "prato principal" do post. Sirva com a bebida abaixo. Have a nice trip.

Para escutar com o fone no ouvido: Blind Curve (I. Vocal Under Bloodlight II. Passing Strangers III. Mylo IV. Perimeter Walk V. Threshold) - Marillion


Irish Cofee:
1 dose de Whisky escocês
1 colher de chá açúcar mascavo
1 colher de sobremesa de creme de leite fesco batido (chantilly)
Café bem forte para completar o copo

Pré-aqueça um copo de vidro temperado e adicione o whisky. Adicione o açúcar e, somente depois, o café. Coloque o creme em cima. Dica: beber o café através do creme, sem mexer pra não misturar tudo.